"Haverá aquecimento no comércio à medida que EUA e Brasil retomam sua relação", afirma presidente da CAERJ e diretor da CISBRA
- Anny Marketing CISBRA
- há 3 dias
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Em entrevista, Nelson Rocha comenta a retirada das tarifas e o cenário de reaquecimento do comércio bilateral.

O retorno dos produtos sem o tarifaço está ocorrendo de forma gradual. A decisão da Casa Branca permite que itens como carne bovina, café, frutas e outros produtos agrícolas deixem de sofrer a sobretaxa adicional e voltem a ser comercializados nas condições tarifárias anteriores ao tarifaço.
No início das tarifas, em junho, muitas empresas adiantaram suas vendas para aproveitar as alíquotas anteriores. Embora essa prática tenha proporcionado um alívio temporário, futuramente as empresas poderiam sofrer perdas. Com a retomada da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, o setor agora sente um alívio e há expectativas positivas para futuras negociações envolvendo os demais produtos, afirma Nelson Rocha.
“A expectativa é que, mais à frente, ocorram negociações para os demais produtos também. Alguns produtos, como as aeronaves, já tiveram a redução da sobretaxa, que passou para 10%, enquanto café, carne e outros tiveram essa sobretaxa completamente zerada. Portanto, nossa expectativa é que, nos próximos dias e meses, também sejam negociados os outros 22% dos produtos que ainda não tiveram a retirada da sobretaxa.” - Nelson Rocha, presidente da CAERJ.
A medida beneficia mais de 200 produtos e tem efeito retroativo para mercadorias que chegaram aos EUA a partir de 13 de novembro, inclusive com possibilidade de reembolso das tarifas cobradas desde então. Entretanto, outros produtos, especialmente manufaturados como máquinas e calçados, continuam sujeitos à tarifa, o que indica que a normalização do comércio ainda está em andamento e ocorre de forma seletiva.
Assim, a retomada do comércio é gradual, trazendo alívio imediato para os exportadores dos produtos liberados, mas mantendo desafios para a eliminação total das tarifas sobre todos os produtos brasileiros exportados para os EUA. Essa estratégia reflete avanços nas negociações bilaterais, com expectativa de novas reduções em breve.
Nelson Rocha destaca que é difícil compreender as motivações por trás do tarifaço, mas que, pressionado pela inflação, o presidente norte-americano Donald Trump optou por avançar nas negociações com o governo brasileiro.










