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Mais mulheres protagonistas no comércio exterior, mais Brasil no mundo

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Avanços na participação feminina no mercado de trabalho contrastam com a baixa presença em cargos de liderança e nas empresas exportadoras, um desafio e, ao mesmo tempo, uma oportunidade para o país.


Por Nathalia Xavier Scangarelli - Diretora Administrativa do Sistema CISBRA - Câmara de Comércio, Indústria e Serviços do Brasil


A presença feminina no mercado de trabalho brasileiro avançou de forma significativa nas últimas décadas. Hoje, as mulheres ocupam espaços cada vez mais relevantes em diferentes setores da economia. No entanto, quando observamos os níveis mais altos de liderança e áreas estratégicas como o comércio exterior, percebemos que a equidade ainda está em construção.


Dados recentes divulgados pelo LinkedIn Notícias mostram que, embora as mulheres representem 45,2% da força de trabalho no Brasil, elas ocupam apenas 32,2% das posições de liderança. O levantamento também revela que a participação feminina diminui à medida que os níveis hierárquicos se elevam. Veja, enquanto 47,8% das posições de entrada são ocupadas por mulheres, esse percentual cai para 37% nos níveis pleno ou sênior e chega a apenas 22,3% nas posições de vice-presidência.


Quando direcionamos o olhar para o comércio exterior brasileiro, setor fundamental para a competitividade econômica do país, os desafios também são gritantes. Estudos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que apenas cerca de 14% das empresas exportadoras brasileiras possuem maioria feminina em seu quadro societário, e aproximadamente 2% do valor total exportado pelo país é gerado por empresas lideradas por mulheres.


Apesar disso, alguns indicadores mostram evolução gradual. A presença feminina nas empresas exportadoras cresceu de 29,2% para 31,8%, enquanto nas empresas importadoras passou de 32,5% para 34,7% nos últimos anos analisados. Será que temos um mar de esperança pela frente?


Esses números revelam duas realidades importantes:o avanço da participação feminina e, ao mesmo tempo, o grande potencial ainda a ser desenvolvido. Nos últimos anos, iniciativas institucionais têm buscado ampliar esse espaço. Programas como o Elas Exportam, coordenado pelo MDIC, e o Programa Mulheres e Negócios Internacionais, promovido pela ApexBrasil, vêm incentivando a participação feminina nas cadeias globais de comércio por meio de capacitação, mentorias, organização de mentoradas e acesso a mercados internacionais.


A diversidade de gênero na liderança também tem sido reconhecida como um fator estratégico para o desempenho das organizações. Estudos do Fórum Econômico Mundial e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que empresas com maior diversidade em seus quadros de liderança tendem a apresentar maior inovação, melhores resultados e processos decisórios mais equilibrados.


No comércio internacional, essa diversidade se torna ainda mais relevante. Negociar com diferentes culturas, compreender mercados globais e construir relações institucionais sólidas exige pluralidade de perspectivas e novas lideranças preparadas para atuar em um ambiente econômico cada vez mais dinâmico.


Para estudantes, profissionais e empresárias interessadas em atuar no comércio exterior, o momento também apresenta oportunidades. A digitalização das operações internacionais, o crescimento de programas de capacitação e o fortalecimento das redes empresariais globais vêm abrindo espaço para novas trajetórias profissionais.


Às mulheres que atuam, ou desejam atuar, no comércio exterior, a mensagem é clara: há espaço para protagonismo. O comércio internacional precisa de mais lideranças femininas, mais diversidade de pensamento e mais mulheres participando das decisões que conectam o Brasil ao mundo.


Mais do que uma questão de representatividade, ampliar a presença feminina nas cadeias globais de comércio significa fortalecer o ambiente de negócios, ampliar a competitividade das empresas brasileiras e preparar o país para um cenário internacional cada vez mais colaborativo, diverso e inovador.



Fontes e referências:

- LinkedIn Notícias - Dados sobre participação feminina em cargos de liderança no Brasil.


- Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) - Estudos sobre participação feminina no comércio exterior brasileiro.


- ApexBrasil - Programa Mulheres e Negócios Internacionais.


- MDIC - Programa Elas Exportam.


- Fórum Econômico Mundial - Global Gender Gap Report.


- Organização Internacional do Trabalho (OIT) - Relatórios sobre igualdade de gênero no mercado de trabalho.


 
 

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