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CISBRA NEWS

Futuro da Inteligência Artificial: ICC defende governança global e acesso inclusivo à tecnologia

  • Anny Marketing CISBRA
  • 27 de ago.
  • 3 min de leitura

Mario Scangarelli, CEO da CISBRA, ressalta a parceria com a Câmara Internacional do Comércio e reforça o papel da CISBRA em defender os interesses da comunidade empresarial brasileira no cenário internacional.



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A Câmara Internacional do Comércio (ICC) divulgou dois relatórios estratégicos que estabelecem seu posicionamento sobre o desenvolvimento e uso da Inteligência Artificial no cenário global.


Os documentos destacam tanto o potencial econômico da tecnologia quanto os riscos de uma expansão sem diretrizes claras, enfatizando a urgência de debates multilaterais para construir uma governança responsável da IA.


A urgência da regulação internacional


No documento "AI Governance and Standards", a ICC aborda diretamente o risco de fragmentação global na governança da IA, causado pelo desenvolvimento divergente de leis e regulamentos entre países e regiões. A organização alerta que, sem coordenação internacional, essa poderosa ferramenta pode se transformar em um problema de escala global.


O conceito de governança da IA é apresentado a fim de definir a necessidade de cooperação entre múltiplos atores do sistema internacional – governos, empresas e organizações multilaterais. Tal cooperação tem como objetivo evitar um crescimento desenfreado e sem supervisão da tecnologia, favorecendo, portanto, o regimento de normas internacionais que garantam o desenvolvimento sustentável, ético e supervisionado.


Por que precisamos de padrões globais?


A cadeia de valor da IA envolve múltiplos atores e jurisdições, necessitando de diretrizes claras e compartilhadas. Os benefícios da padronização internacional incluem:

  • Interoperabilidade global entre sistemas e soluções de IA;

  • Redução de custos ao evitar padrões duplicados ou conflitantes;

  • Facilitação do acesso para pequenas e médias empresas ao mercado global;

  • Construção de confiança em soluções de IA responsáveis e seguras;

  • Base sólida para gestão de riscos e avaliação de impactos.


IA inclusiva: democratizando o acesso


O segundo relatório, "Achieving Inclusive AI", organiza recomendações abrangentes para ampliar o acesso à tecnologia. O documento ressalta o papel fundamental das empresas nesse processo e a importância da sinergia entre empresas, governos e organizações internacionais para o funcionamento equilibrado da economia global.


As recomendações para inclusão da IA abrangem diferentes aspectos essenciais, desde educação até segurança e governança de dados. No que tange educação e sustentabilidade, destaca-se a necessidade de incentivar o ensino de IA em todas as cadeias globais de valor, no desenvolvimento de soluções sustentáveis para a criação de data centers, por exemplo, e programas de capacitação que incluam jovens e mulheres.

Há também a necessidade de adoção de políticas públicas claras de cibersegurança e propriedade intelectual, as quais têm como objetivo regulamentar fluxos internacionais de dados e proteger o vazamento de informações sensíveis.


Essas dimensões interconectadas demonstram que a inclusão digital na era da IA requer uma abordagem holística e multissetorial. Apenas através da coordenação entre educação, infraestrutura sustentável e marcos regulatórios robustos será possível garantir que os benefícios da inteligência artificial sejam distribuídos de forma equitativa e segura globalmente.


Foco no sul global


A ICC demonstra preocupação especial com a inclusão de países em desenvolvimento no acesso à IA. Com cerca de 2,6 bilhões de pessoas ainda desconectadas da internet, metade delas na África, existe uma urgente necessidade de reduzir a divisão digital global.


Para isso, as soluções propostas incluem a cooperação entre governos e empresas para soluções criativas; parcerias público-privadas para treinamento e inovação; promoção do acesso aberto a modelos de IA e respeito às normas éticas internacionais.


Dessa forma, regular a IA tornou-se uma questão imprescindível para assegurar os direitos humanos na era digital, de forma que possamos usufruir dos benefícios da IA para o desenvolvimento consciente, ético e intuitivo.


O papel da CISBRA no debate global


As reflexões da ICC convergem diretamente com a missão da CISBRA - A Casa do Comércio Exterior. "Entendemos que a ICC é o fórum global responsável por organizar, em nome do setor empresarial, as sugestões normativas que correspondam à realidade do mercado", explica o CEO da CISBRA, Mario Scangarelli.


O executivo completa, explicando a participação da Câmara no processo. "Nesse contexto que a CISBRA entende a importância de participar e contribuir de forma ativa e colaborativa representando a comunidade empresarial brasileira para melhor uso dessas novas ferramentas de tecnologia".


A CISBRA atua como ponte no fomento de discussões que permitam observar a economia global e o desenvolvimento em prol da inovação e do crescimento, sempre respeitando os direitos humanos e promovendo um futuro tecnológico inclusivo e sustentável.




Quer saber mais sobre os relatórios da ICC? Acesse clicando aqui.

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