Biquini de Lacinho é patrimônio! BlueMan tem modelo clássico tombado

Um dia de 1972, David Azulay vendeu centenas de exemplares de biquinis jeans da confecção de seu irmão, Simão Azulay. Mas, ao vender, descobriu um problema: os biquinis não passavam da coxa das clientes, com a falta de elastano no material. David teve, então, a ideia de cortar as tiras laterais da peça e amarrar com cordas em formato de laços. E assim, sem imaginar o tamanho do impacto, David Azulay criou o famoso biquini de lacinho.
E dizer famoso não é exagero! Em 1972, Azulay fundou a marca BlueMan, que hoje é referência global em biquinis. O modelo se tornou uma marca da cidade carioca e vai muito além de uma peça de roupa e artigo de moda. O biquini de lacinho é parte e símbolo da identidade praiana, tropical e despojada da cidade do Rio de Janeiro.
Considerando o tamanho do impacto, a vereadora Joyce Trindade assinou um Projeto de Lei propondo o tombamento do Biquini de Lacinho BlueMan enquanto patrimônio cultural imaterial da cidade do Rio de Janeiro. A proposta foi votada e em 30/09 foi aprovada na Câmara Municipal, garantindo ao biquini status de prestígio, tal qual um cartão portal da cidade.
À CNN, a filha de David Azulay, Sharon Azulay, comemorou o tombamento enfatizando que “moda é cultura e cultura é moda”. O biquini de lacinho é a única peça de vestuário a ser considerada oficialmente como patrimônio cultural na cidade do Rio e mostra como uma vestimenta tem poder para ser um grande símbolo cultura e ferramenta econômica.






